Manejo Ético de Capivaras

MANEJO E CONTROLE REPRODUTIVO DE CAPIVARAS

A capivara está cada vez mais próxima ao convívio humano. Com hábitos semi aquáticos, se alimentando de pastagens e livre de seus principais predadores, encontra nas margens de rios e lagos o local perfeito para sua proliferação, aumentado sua população em níveis prejudiciais ao homem. Protegida pelas leis ambientais brasileiras, programas de manejo de capivaras que incluam o abate não são aceitos de praxe, e a escassez de criadores comerciais registrados nos órgãos ambientais dificultam o encaminhamento destes animais. Em adição, estudos realizados com a espécie demonstraram que ações de retirada parciais ou drásticas de capivaras não atingiram os resultados almejados, sendo as populações restabelecidas rapidamente, já que na natureza não existe “espaço livre”, sendo o local preenchido por outros grupos de capivara. Tampouco houve redução da infestação local de carrapatos com a retirada dos animais ocorrendo em alguns casos o agravamento da infestação destes em animais domésticos e pessoas.
Apresentam comumente alta infestação de carrapatos, inclusive do “carrapato estrela”, este responsável pela transmissão da febre maculosa, zoonose que já provocou mais de 40 mortes em 2012 no Brasil, sendo considerado um problema de saúde pública.

A ZOOVET CONSULTORIA executa um método de controle populacional ético de capivaras, pioneiro na iniciativa privada, utilizando o próprio animal, em número reduzido, para controle do território contra outras da sua espécie e fazendo o controle da população de carrapatos no local.

Nosso maior case de sucesso ocorre no Condomínio Nossa Fazenda, em Esmeraldas-MG, onde logramos, com o controle reprodutivo nos animais, uma redução da população de 200 capivaras para 40 animais, uma redução de aproximadamente 80% da população em 4 anos de manejo (2011-2014).

MAS POR QUÊ NÃO EXTERMINAR AS CAPIVARAS?

Vamos analisar pelo ponto de vista de direito dos animais, ambiental e saúde pública, os três principais círculos em interseção que a relação homem-capivara ocupa:

1)      Direito dos animais: a UNESCO, em 1978, já publicava sua Declaração Universal dos Direitos dos Animais, onde no seu primeiro artigo manifesta: “Todos os animais nascem iguais diante da vida, e têm o mesmo direito à existência”. A humanidade caminha então cada vez mais no reconhecimento que os animais são seres sencientes, sentem, portanto dor, felicidade e angustia, entre outros sentimentos. É obvio, portanto, que por respeito aos animais, a eutanásia não é o caminho.

2)      Ambiental: A nova constituição brasileira, ainda sob os calores pós-ditadura, em 1988, considerou a proteção a fauna e flora em seu artigo 225, §1, inciso VII, declarando que o poder público deve: “Proteger a fauna e a flora, vedadas, na forma da lei, as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais a crueldade”. Outrossim, a Lei de Crimes ambientais (Lei 9605/1998), em seu Art. 32 prevê: “Praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos: detenção, de três meses a um ano, e multa”. Portanto, as capivaras estão protegidas por leis ambientais e não podem ser exterminadas.

3)      Saúde Pública: No ano de 2014, executamos pela EQUALIS AMBIENTAL, a captura e coleta de material biológico de capivaras para diagnosticar a presença de Ricketssia ricketssi na orla da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte-MG, sendo a decisão da destinação das capivaras de responsabilidade dos técnicos da Prefeitura da capital, conforme contrato. Na ocasião, participamos de diversas reuniões no Ministério Público Estadual de Minas Gerais com a presença de especialistas de todas as áreas, entre elas, em epidemiologia, para discutir esta questão. O artigo científico de referência foi de Souza et al (2009) que, resumindo, mostrou que uma capivara portadora do agente da febre maculosa, dificilmente transmitiria a doença a outras capivaras ou pessoas. O problema são as capivaras que ainda não apresentam a doença já que estas, ao contrair a febre maculosa pela primeira vez, irão passar pela multiplicação da Rickettssia no organismo (ricketsemia) e ficarem transmissoras do agente enquanto pendurar este aumento sanguineo da bactéria. Portanto, ao contrário do senso comum, o problema não são as capivaras positivas e sim as negativas à rickettssia. Consequentemente, não adianta matá-las!

Assim sendo, a solução é aceitar que os animais irão conviver com o homem e estabelecer uma política de manejo efetivo, a médio prazo, com controle de sua população, harmonizando o convívio homem-natureza.

A ZOOVET CONSULTORIA possui expertise comprovada para executar a solução ética para o controle de capivaras.

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